Meditação pode evitar o envelhecimento precoce?

7 de agosto de 2019

Dores musculares, problemas de pele e envelhecimento precoce são apenas algumas das consequências dos altos níveis de estresse. O mal já atinge milhões de brasileiros e preocupa especialistas de diversas áreas da saúde.

De acordo com um levantamento realizado pela International Stress Management Association (Isma-BR), o Brasil ocupa a segunda posição no ranking de estresse de todo o mundo, ficando atrás apenas do Japão. Além disso, a Associação identificou que mais de 69% dos brasileiros que sofrem com o problema têm como principal foco de estresse a vida profissional.

Para reverter esse quadro, a meditação vem sendo apontada como alternativa, como mostra o estudo publicado em 2011 pela revista Evidenced-based complementary and alternative medicine.

Entenda a relação estresse e envelhecimento precoce

Pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, tentaram descobrir a ligação entre o envelhecimento precoce e o estresse e descobriram que há um mecanismo responsável por essa conexão.

Sempre que nosso corpo se tenciona, a adrenalina é liberada. O problema é que esse hormônio diminui a quantidade de P53, uma proteína importante para a proteção do genoma.

Como a meditação pode ajudar?

Meditar nada mais é do que treinar a mente, submetê-la a uma ginástica capaz de aprimorar seus resultados, produtividade e foco.

Além disso, a professora de biologia e fisiologia da Universidade da Califórnia, realizou em conjunto com alunas do pós-doutorado uma pesquisa que mostrou que a meditação promove mudanças no aumento da telomerase, enzima localizada nas extremidades dos cromossomos.

Esses telómeros diminuem de tamanho com a divisão celular e desaparecem conforme as células envelhecem. A meditação consegue promover a longevidade das células, o que previne doenças que aparecem devido ao envelhecimento.

Quando medita poucos minutos por dia, o indivíduo controla a ansiedade, diminui a pressão sanguínea, alivia a tensão, reequilibra as emoções e combate a depressão.

Outra área cerebral que também se beneficia com a meditação é a chamada pelos especialistas de “substância cinzenta”. A pesquisa intitulada Forever Young(er): potential age-defying effects of long-term meditation on gray matter atrophy, realizada na Universidade da Califórnia, assimilou a prática com a chance de atrasar o envelhecimento cerebral, já que preserva a massa cinzenta.

Com isso, a região onde estão localizados os neurônios ficam preservados, o que diminui as chances de distúrbios psíquicos e doenças degenerativas.

Reserve um tempo para o Mindfulness

O Mindfulness nada mais é do que um treinamento mental que ajuda milhões de pessoas a aprenderem a lidar melhor com suas emoções e sentimentos. Essa prática nada tem a ver com a ideia de meditação que encontramos em revistas de beleza, já que evidencia a capacidade de nosso cérebro de se manter mais ativo e focado depois de realizar a “ginástica mental”.

Os criadores do Mindfulness, Mark Williams e Jon Kabat-Zinn, afirmam que é possível colher os benefícios da meditação seguindo pelo menos 3 vezes ao dia, e durante 30 segundos, passos como:

  1. Foque sua atenção na respiração e imagine seu estômago inflar quando expira e voltar ao tamanho natural ao inspirar.
  2. Sinta tudo o que acontece com o seu corpo quando você passa a respirar de maneira focada. Músculos, dores e tensões são os principais pontos a serem observados.
  3. Entenda as emoções que está sentindo, aceite-as e tente modificá-las com o tempo.
  4. Permita que seu corpo relaxe por alguns segundos.

Isso fará com que você tenha, como o próprio nome já diz, a consciência plena em tudo o que acontece, auxiliando assim seu cérebro a focar melhor no que faz. Tem alguma dúvida ou quer nos contar os resultados de sua meditação? Então comente no post!

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